Ciro nega ter elogiado Bolsonaro: “Farsa do gabinete do ódio de Lula”

Ciro Gomes. Foto: Reprodução/Twitter

Por Rebeca Borges

Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência da República, afirmou, na quarta-feira (21/9), que nunca fez elogios ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

A declaração foi dada em sabatina promovida pelo jornal Estadão, em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Ciro foi questionado sobre declarações em que culpa o Partido dos Trabalhadores pela crise econômica enfrentada pelo país.

Em diversas ocasiões ao longo da campanha eleitoral, o cearense afirmou que Jair Bolsonaro não é o causador do momento da instabilidade enfrentando pelo país. Ciro defende que o atual mandatário é um “produto” dos anos de gestão petista.

Nesta quarta, Ciro Gomes foi questionado se os “elogios” ao mandatário não podem se tornar uma “linha oficial do bolsonarismo”. O candidato reagiu: “Elogios? Perdão. Desculpa, a minha educação me manda ouvir calado a pergunta, mas dizer que faço reiterados elogios a Bolsonaro?”, perguntou.

Ciro acusou o ex-presidente Lula (PT) de financiar um “gabinete do ódio” para disparar notícias falsas que associam Ciro a Bolsonaro. O candidato também acusou o jornalista que realizou a pergunta de proferir informações mentirosas.

“Isso é o que o gabinete do ódio que o Lula financia a custo de muito dinheiro roubado tem produzido no Brasil. Nunca fiz nenhum elogio a Bolsonaro a quem considero nada mais nada menos como um bandido. Você está faltando com a verdade, vai me perdoar porque você está caindo na fake news do gabinete do ódio. Você está me interrompendo”, afirmou.

Críticas ao PT

Apesar de negar elogios a Bolsonaro, Ciro reconheceu que fez comentários positivos sobre ações de segurança pública na gestão do atual mandatário. Ele destacou a transferência de líderes de facções criminosas para presídios federais.

“Anotei claramente há três anos que a transferência dos líderes das facções criminosas para presídios federais, que eu reclamava e tinha prometido como candidato, o Bolsonaro fez. Isso é um elogio ao Bolsonaro? Isso é mentira grosseira, calúnia, injúria. Considero o Bolsonaro um bandido despreparado”, afirmou.

O candidato seguiu proferindo críticas ao Partido dos Trabalhadores e afirmou que a sigla e o ex-presidente Lula “salvaram Bolsonaro”.

“Sabe quantos pedidos de impeachment que o Lula assinou contra Bolsonaro? Nenhum. Sabe quem deu o voto decisivo para manter o orçamento secreto? O PT. O Lula salvou o Bolsonaro e só se explica a sobrevida do Bolsonaro porque o Lula o salvou Bolsonaro”, disse.

Agenda

Ciro Gomes cumpriu agenda em São Paulo na quarta. Além da entrevista ao Estadão, Ciro participou do podcast Monark Talks, no fim do dia.

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